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vazamento no foguete pode adiar lançamento à Lua novamente

vazamento no foguete pode adiar lançamento à Lua novamente

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A Nasa detectou novos vazamentos de combustível no foguete da missão Artemis, durante um teste de abastecimento nesta quarta-feira (21). Eles teriam sido reduzidos ao mínimo — mas isso pode significar que o lançamento para a Lua, previsto para terça-feira (27), seja adiado novamente.

É a terceira vez que a agência espacial detecta problemas no SLS (Sistema de Lançamento Espacial, o mais poderoso foguete já construído pela Nasa). Este vazamento de hidrogênio foi parecido com o que impediu a última tentativa de lançamento, em 3 de setembro; na primeira, em 29 de agosto, houve falhas em um dos quatro motores.

O longo teste de abastecimento, que durou do início da manhã até o final do dia, teve altos e baixos. Por volta das 17h30, a Nasa declarou que “todos os objetivos da demonstração criogênica da Artemis 1 foram cumpridos”. “Depois de encontrar um vazamento de hidrogênio no início do processo de carregamento, os engenheiros conseguiram solucionar o problema e prosseguir com as atividades planejadas.”

No domingo, uma equipe da agência se reunirá para decidir se o foguete será mesmo lançado na segunda-feira. Caso isso não aconteça — o que é bem provável —, a próxima data cogitada é 3 de outubro. Outra precoupação, que tem sido monitorada, é a chegada do furação Fiona aos Estados Unidos.

O que rolou?

Após a última tentativa fracassada de lançamento, algumas peças e válvulas foram substituídas. Então, a Nasa basicamente passou o dia de ontem monitorando minuciosamente o SLS, que está posicionado na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na costa da Flórida, para ver se o problema havia sido solucionado.

O estágio principal do foguete foi abastecido muito lentamente, com 3,3 milhões de litros de hidrogênio líquido superfrio. Um vazamento, na taxa de 7%, chegou a interromper o processo, mas foi contornado em questão de horas e o teste pode ser finalizado, com a sangria dos motores (que reduz sua temperatura). Também houve provas de pressurização e calibragem, simulando as condições experimentadas pouco antes do lançamento.

Foguete mais poderoso da Nasa, SLS lançará a cápsula Órion para a Lua

Imagem: Nasa

Por que tanto vazamento?

De acordo com a Nasa, a inserção do combustível — uma mistura de hidrogênio e oxigênio líquidos — pode causar danos ao tanque, devido a mudanças bruscas de temperatura e pressão. Para contornar esse risco, tentou um processo de abastecimento “mais gentil e suave” durante a simulação de ontem, inserindo-os lentamente, por uma tubulação em baixíssima temperatura. Por isso, o teste durou tantas horas.

Desta vez, o vazamento ocorreu no “cordão umbilical de desconexão rápida”, uma área de 20 centímetros, conectando o sistema de abastecimento ao foguete, que havia sido reparada recentemente. A equipe interrompe, então, o fluxo de hidrogênio e decidiu a linha aquecer, aumentando a pressão, para ver se o vazamento se “curaria” por conta própria quando o processo fosse retomado.

A agência espacial diz que o procedimento deu certo. Mas o vazamento não foi contido — e sim reduzido para uma margem administrável, abaixo do limite de preocupação. Lembrando que um grande escape de gás pressurizado pode ser fatal para a missão, visto que o hidrogênio em contato com o ar é muito inflamável.

Após o teste crítico, que foi transmitido ao vivo nos canais da Nasa, Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento da missão, declarou estar “extremamente encorajada” com os resultados, mas que a equipe ainda precisa avaliar os dados antes de decidir sobre o lançamento. Assim, há possibilidade de um novo adiamento.

O programa Artemis

A Artemis 1 é a primeira de uma série de ambiciosas missões que pretendem levar o ser humano de volta à Lua — e, eventualmente, até Marte. Esta viagem ainda não terá pessoas a bordo; será um grande teste “valendo” de todo o sistema, incluindo o maior e mais poderoso foguete da história na Nasa, o SLS, e a nova cápsula Orion — onde futuramente ficará a tripulação.

A viagem deve durar 42 dias, uma prova de fogo (em alguns momento literalmente) para a operação e os componentes da nave, como painéis solares e escudos térmicos, até a “amerissagem” no oceano Pacífico. Será que ela aguenta o calor, a alta velocidade e a radiação do espaço? Assim, será testada sua capacidade de chegar até nosso satélite e retornar à Terra com segurança para os futuros tripulantes.

orion - Nasa - Nasa

Simulação da cápsula Orion, com a Lua e a Terra ao fundo

Imagem: Nasa

Futuro

Se tudo der certo, em 2024, a jornada será repetida com quatro astronautas a bordo. Eles farão “apenas” um sobrevoo de dez dias, dando uma volta até o lado oculto da Lua, a cerca de 400 mil quilômetros da Terra (o mais distante no espaço profundo que qualquer ser humano já foi).

Em 2025, finalmente, o objetivo é “alunissar” (aterrissar na Lua) e desembarcar a tripulação no polo Sul, um local diferente e mais desafiador do que os visitados durante o programa Apollo. Nenhuma pessoa, nem sequer uma missão robótica, já pousou lá.

Depois de 2034, se bem-sucedido e com verbas, a próxima etapa do programa Artemis é instalar o “Lunar Gateway”, que orbitaria nosso satélite e serviria de ponto de apoio para missões (uma Estação Espacial em miniatura). Em parceria com outras agências empresas privadas, a Nasa também pretende estabelecer uma base permanente em solo.

A meta é que toda a estrutura e experiência também permitam viagens tripuladas a Marte, inicialmente previstas para o final da década de 2030. Nosso satélite serviria como um ponto de parada e reabastecimento neste longo trajeto.

A primeira vez que o homem esteve na Lua foi em 1969, na famosa Apollo 11, de Neil Armstrong e Buzz Aldrin. Doze pessoas diferentes já caminharam sobre o solo lunar até a Apollo 17, a última missão tripulada, em 1972.

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