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por que Xiaomi e Tesla estão apostando em Robôs Androides?

por que Xiaomi e Tesla estão apostando em Robôs Androides?

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Entre cinco e dez anos, possivelmente a humanidade entrará em um novo estágio de convivência, com os robôs andróides inseridos entre nós. É o que apostam especialistas ouvidos por Tilt.

A previsão tem razão de ser: no mês passado, a Xiaomi apresentou o seu primeiro humanoide, o CyberOne, antecipando-se à Tesla, que já havia anunciado o lançamento do primeiro robô antropomórfico para o fim deste mês.

Mas isso não significa que os humanóides já estão à venda. Esse movimento, segundo os cientistas, é uma estratégia de posicionamento das marcas: ao mesmo tempo que criam expectativas nos consumidores, se colocam como referência em produção de robôs dessa natureza.

“A maioria das tecnologias necessárias para o funcionamento dos andróides já estão num estágio muito avançado de desenvolvimento. Mas uma das principais dificuldades do mercado hoje é tornar esses robôs economicamente viáveis”, afirma o professor de Engenharia de Controle e Automação, especialista em robótica do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Anderson Harayashiki.

Para se ter uma ideia, o custo de um humanoide como o CyberOne deve girar em torno de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão, incluindo impostos e taxas. A estimativa é do professor Plinio Thomaz Aquino Jr., coordenador do departamento de Ciência da Computação do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

Seus cálculos são baseados a partir dos investimentos que a universidade tem feito para desenvolver sua própria humanoide, batizada de Hera, para fins de pesquisa. Para replicá-la, Plínio diz que seria necessário um investimento de R$ 500 mil.

“Entre cinco e dez anos, deveremos ter um barateamento dessas tecnologias. Há 10 anos, os robôs aspiradores estavam sendo posicionados no mercado a preços não acessíveis. Hoje, é possível comprar um aspirador robô topo de linha por R$ 1 mil”, compara o professor da FEI.

Até 2030, numa loja perto de você

TX Scara, da Nvidia, abastece prateleiras sozinho

Imagem: Telexistence/Reprodução

Nos próximos cinco anos, os humanoides devem se popularizar – primeiro, prestando serviços em lojas, restaurantes, hotéis e recepções de maneira geral. “Pelo que vivenciamos com o Covid-19, acredito que teremos um grande ganho com o uso de humanóides na saúde. Eles podem dar assistência às pessoas doentes em áreas isoladas, sem o risco de potencial contaminação”, exemplifica Plínio.

No Japão, já há robôs atuando como auxiliares de estoque em lojas relativamente simples.

Só em um segundo momento eles chegarão às nossas casas, como uma espécie de evolução dos assistentes virtuais. Para esta função, a parte cognitiva dos robôs precisa estar bastante amadurecida. Isso já é realidade graças ao avançado desenvolvimento dos softwares de inteligência artificial que contemplam desde a complexidade da linguagem humana até o reconhecimento de emoções, por meio do reconhecimento facial e do sensoriamento.

“Com o envelhecimento da população e a diminuição das famílias, as pessoas estão vivendo cada vez mais sozinhas. Abre-se um novo nicho de mercado, que é a necessidade de robôs companheiros, principalmente para os idosos”, acrescenta o professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (Cin-UFPE), Aluízio Araújo, cujas pesquisas se concentram em sistemas de controle, robótica e inteligência computacional.

Limitação motora é o maior desafio

Robô Atlas da Boston Dynamics dança "Do You Love Me?" - Reprodução/YouTube Boston Dynamics - Reprodução/YouTube Boston Dynamics

Atlas, da Boston Dynamics: movimentação hidráulica

Imagem: Reprodução/YouTube Boston Dynamics

Talvez o sonho de boa parte da população seja a de adquirir um robô que possa lhe auxiliar nas tarefas domésticas, capaz de cozinhar, lavar os pratos, lavar as roupas, limpar e arrumar a casa, tal como a personagem Rose, da série animada “Os Jetsons”.

Para o professor de tecnologia e design da PUC-SP e pesquisador do NIC.BR, Diogo Cortiz, embora não seja impossível, esse deve ser um terceiro momento na evolução dos humanóides, mas ainda sem perspectiva de quando aconteceria, diante da complexidade que é imitar os movimentos humanos.

“Durante muitos anos, ficamos focados no desenvolvimento dos modelos e algoritmos de IA, porque acreditávamos que as funções cognitivas seriam mais difíceis de serem replicadas. Hoje vemos que não”, compara Cortiz.

Nos estudos de robótica, essa teoria ganhou até um nome: Paradoxo de Moravec. Enquanto para o ser humano pode ser mais fácil desenvolver funções motoras e sensoriais – como dançar e caminhar, por exemplo – para os robôs, é mais fácil elaborar atividades que exigem alto nível de raciocínio. Mas isso, claro, porque os homens investiram mais tempo e dinheiro em desenvolver a cognição dos computadores.

Se inicialmente um dos principais problemas dos cientistas era conseguir alcançar o equilíbrio de um robô bípede (ou seja, que se locomovesse harmonicamente em torno de um centro de gravidade sem cair), agora, há desafios de mobilidade maiores.

“Um deles é conseguir a fluidez dos movimentos articulares. Hoje utilizamos basicamente duas tecnologias nas articulações: os servomotores (a mesma usada no CyberOne e possivelmente no humanoide da Tesla) e as articulações hidráulicas (ou pneumáticas, como nos robôs da Boston Dynamics). Os servomotores possuem muitas limitações mecânicas e eletrônicas. Já as juntas hidráulicas são mais caras, mais barulhentas e precisam de mais espaço para se moverem”, detalha Plínio Aquino Jr., da FEI.

Ele acredita que a evolução dos movimentos robóticos para se assemelharem ao dos humanos deva acontecer em 30 anos. Essas limitações impedem pensar hoje em um humanoide generalista ou multitarefas. Por enquanto, é mais plausível pensar em um robô especialista para cada função.

“Quando programamos um robô para uma atividade específica (por exemplo, lavar pratos ou atender uma recepção), ele estará em um ambiente fechado, dentro de uma situação controlada”, aponta o professor Aluizio Araujo, da UFPE. Para ambientes abertos e situações não-controladas, os humanoides que existem hoje não teriam autonomia e agilidade suficientes.

“Um exemplo é que ao invés de falar para o robô ‘limpe a mesa!’, o usuário poderia apenas falar ‘derrubei meu suco, pode me ajudar?’. Apesar de ser uma mudança sutil, ela pode fazer a diferença na adoção de robôs para tarefas específicas ou não”, cita o cientista Rafael Franco, CEO da Alphacode.

Quem deve entrar na disputa do mercado

Os especialistas ouvidos por Tilt acreditam que, nos próximos dois anos, os maiores players do mercado da tecnologia devem apresentar algum tipo de movimentação relacionada a humanóides, seja para brigar pelo mercado ou apenas para marcar um posicionamento tecnológico estratégico. Segundo eles, os humanoides são uma verdadeira síntese de todas as tecnologias desenvolvidas e aplicadas até agora em termos de IA e robótica.

“Essas grandes empresas exercitam essa tecnologia porque a robótica agrega valor em todos os outros produtos. Uma plataforma humanóide precisa de muita computação embarcada, sensores, uso de câmeras, aplicativos na nuvem, interatividade, tudo trabalhando de forma integrada”, justifica Plínio Aquino.

Além da Xiaomi e da Tesla, recentemente a Amazon e a Alphabet (dona do Google) fizeram movimentações que podem indicar investimentos desse tipo, segundo Rafael Franco. Em agosto, a Amazon anunciou a compra da iRobot, fabricante de aspiradores de pó e ajudantes domésticos. Já a Alphabet juntou os seus dois maiores projetos de pesquisa: o de robótica e o de entendimento da linguagem de inteligência artificial.

Estamos ansiosos para assistir aos próximos capítulos.

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